Ontem quando saí de Madrid, tomei um ônibus para Cordoba, passei por muitos lugares interessantes, cheios de campos verdinhos de terra lavrada e trigo nascendo, casas de pedra, casas de adobe, muitas casas de tijolos, construções de 10 anos, de 100 anos, de 1000 anos. Quando mais me dirigia ao Sul, mais o branco era evidente nas construções, e só hoje ficou mais claro para mim. No inverno é quando chove aqui, e no verão faz um calorzinho, uns 50ºC, com umidade de 10%, por uns 3 ou 4 meses... Casas com pé direito de 4,5m de altura, paredes maciças de 50, até 80cm de espessura, ruas em curva, com 1m de largura entre as paredes de cada casa, e todas as casas perfeitamente geminadas.
O calor é bem vindo quando é salutar, como tudo...
Caminhei ontem por um bairro chamado de Juderia, que foi construído ao longo dos séculos V e VIII, e que está aí, de pé, até hoje... nas ruas, caminhando misturado entre as casinhas (todas com varandas e floreiras) de vez em quando surgia alguma construção diferente, com aspecto um pouco mais antigo, como o museu etnológico, datado do império romano lá pelo século II, ou pórticos com pilares em espiral,
ou t a n t o mais
Na catedral, à noite, fui assistir à Orquestra Sinfônica e Coral de Minsk. A música era ainda mais envolvente porque se misturava entre os pilares, arcos geminados, blocos de mármores, tijolos, tristeza, glória, memórias, fé, ganância, convivências de mais de 15 séculos. Os pilares e os arcos produziam uma acústica espantosa, por causa dos múltiplos ecos ao longo das centenas de metros em todas as direções debaixo dos arcos geminados góticos e das cúpulas árabes
(breve no blog umas fotos disso tudo, inclusive da música!!!)
Hmmm
depois de me perder e caminhar mais de 1 hora na Juderia entre essas ruas, cheguei finalmente ao albergue onde passei a noite, e havia um italiano no meu quarto, dividindo-o comigo, naturalmente. Quando cheguei, depois de ouvir de novo mais de 30 idiomas durante o dia, subi as escadas com 2 alemãs e entrei na porta de aço colorida com um grafiti (é assim que se escreve?)
Aí acordei de manhã e liguei para a Universidade, onde fui muito, muito, muito bem atendido, encaminhado, e logo uma pessoa me encontrou de bicicleta onde eu estava, peguei minhas mochilas no albergue e deixei na casa de 3 alunas do mesmo curso que eu, que moram ali perto (na Juderia), peguei o trem, e aqui estou, resolvido pelos próximos 12 meses.
E, para variar, feliz, num dos últimos dias de chuva na España antes do outono
E para ti, para nós, todos os abraços beijos que couberem na vida!
Da nico
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