
Os hábitos são o poder de repetirmos
Na continuação, o que segue é o que veio antes, e o inesperado é o novo, original, criativo.
Mas sempre o velho é mais experiente e o novo mais imaturo
Isso era uma pergunta.
Entre os edifícios tão cinzas, com pequenos e feios detalhes com cores cerâmicas, pastéis, o amor-pastel faz do cotidiano cinza uma continuação sempre com experiências já conhecidas, sempre maturidade esperada, sempre do mesmo jeito, tedioso, morno e sem graça.
Aprender com o novo. Isso exige criatividade consigo mesmo
Isso era uma pergunta
Inovar parece um dilema grave e precioso na arquitetura, no desenho, porque a inovação implica a imaturidade, porque a inovação implica a exigência de aprender, implica deixar o tédio e lançar-se nas cores, nas formas, nos materiais, na emoção de descobrir-se.

Lançar-se à vida, experiência sempre inovadora
Isso não é uma pergunta
Há quem diga que as nuvens tapam o sol, obscurecem a visão e nos deixam taciturnos. Concordo apenas em pequena parte, pois podemos fechar os olhos, e o cinza do céu já não nos molesta, nos restam todos os outros sentidos para viver, mesmo fechados os pequenos orifícios úmidos. Construir algo com o permanentemente conhecido não exige muito de ninguém, não exige muita experiência, nem criatividade. Tampouco oferece aprendizado.
Aprender exige lança-se
Isso é uma afirmação
As montanhas, de entre as entidades que conhecemos no nosso pequeno mundo, são os seres que mais aprendem de entre todos. E por que?
Bem... penso, sinto e vejo, de dias e de noites, que as peles e carnes das montanhas são trocadas, que o movimento sempre é diferente, que as nuvens cinzas ou brancas ou inexistentemente azuis ou negras de noite, são apenas um jeito do hálito dos bosques, campos, pedras, águas, terra e rocha. As nuvens são a parte visível do hálito do planeta. Entre as entidades que aprendem, as nuvens são as mais criativas, porque de um pequeno conjunto de fatores: sua composição e a origem do seu movimento, água e calor, elas formam todas as formas que existem, e formarão todas as formas que não existem também.

Com o céu negro há estrelas, mesmo invisíveis
Fechar os olhos à noite permite sentir a intuição do caminho, que está debaixo dos pés. Juntos, o caminho e os sentidos permitem que o tato e o equilíbro funcionem juntos, na propriocepção do movimento exploratório. Descer trilhas de montanha na floresta sem visão: propriocepção exploratória... uma delícia
Aprender não é um lançar-se, é um ir-se.
Vou a mim mesmo nesta afirmação
Aprendo com o cotidiano, e vejo meus mestres a cada dia, a cada instante.
A cada dia, a cada instante, o outro é o nosso mestre.
É quem nos ensina como devemos ser naquele momento, e nos ensina como aceitar aquele momento
Tudo tem limites, até a criatividade, até a esperança e a expectativa. Tem limites até a paz e a humildade, a liberdade, e a vida. Os limites das coisas são a sua borda, aquilo onde ela termina e vira outra, onde termina a mesa e vira o espaço cheio de ar; onde terminam os meus dedos e começam as letras desenhadas no teclado, onde termina o vidro do monitor e começa a direção da sua visão.
O limite da visão é onde a vista alcança

Cada um dá o que tem, e isso não tem limites
Na caminhada da experiência, aprende mais quem arrisca mais, amadurece mais quem cria mais, envelhece mais quem repete mais.
Importam os padrões, e importam ainda mais as verdades que sentimos neles
Equilíbrio entre os hábitos e a sua superação, esse equilíbrio é um jeito de dizer: aprendizagem contínua
amar é aprender continuamente
