<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312028290468211238</id><updated>2012-02-16T08:29:43.512-03:00</updated><title type='text'>Ecosana</title><subtitle type='html'>Parece que a charada do mundo é aproveitar bem os tempos e os espaços, e os outros fazerem o mesmo junto com a gente</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ecosana.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312028290468211238/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosana.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Um Danihabib</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06854436085301478587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>12</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312028290468211238.post-5208750977414362602</id><published>2010-11-06T14:33:00.002-03:00</published><updated>2010-11-06T14:53:47.393-03:00</updated><title type='text'>sombralguma</title><content type='html'>tentei sorrir pelo tempo disponível&lt;br /&gt;trocava de pele cada instante em que a mente se acalmava&lt;br /&gt;mesmo sentindo insensato o apelo da procura&lt;br /&gt;continuava&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tornar a sorrir pelo tempo&lt;br /&gt;e disponível refazia cada ato&lt;br /&gt;comentava o caminho da censura&lt;br /&gt;e voltava&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;repetia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;repetia que ser disponível pelo tempo&lt;br /&gt;é sorrir a mente trocando cada instante pela pele&lt;br /&gt;refazendo em cada ato o frescor da compostura&lt;br /&gt;verdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nem menos verdade que a tortura&lt;br /&gt;é o tempo que se leva prá sorrir,&lt;br /&gt;quando certo é o fim do sofrimento&lt;br /&gt;capaz de arrancar da dor&lt;br /&gt;o alento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tentava sorrir por todo o tempo&lt;br /&gt;desde que começava a zoar,&lt;br /&gt;força do vento roçava minha orelha&lt;br /&gt;e trazia à minha mente ouvido&lt;br /&gt;o alimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o alimento dos olhos é a sombra&lt;br /&gt;porque quando a retiramos é que a fome vem&lt;br /&gt;cantada ou desmaiada pelo oculto&lt;br /&gt;a sombra é o alimento do olhar&lt;br /&gt;ainda bem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;consegui sorrir por tempo o todo&lt;br /&gt;e o olhar iluminou a descensura&lt;br /&gt;tocou com o vento a mente meu ouvido&lt;br /&gt;cantada a sombra foi-se ao tempo meu,&lt;br /&gt;desconhecido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;verdade sem nenhuma formatura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e sigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sorrindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;trago até meus olhos teu umbigo&lt;br /&gt;e faço o sol nascer sem sombra alguma&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1312028290468211238-5208750977414362602?l=ecosana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosana.blogspot.com/feeds/5208750977414362602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1312028290468211238&amp;postID=5208750977414362602' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312028290468211238/posts/default/5208750977414362602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312028290468211238/posts/default/5208750977414362602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosana.blogspot.com/2010/11/sombralguma.html' title='sombralguma'/><author><name>Um Danihabib</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06854436085301478587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312028290468211238.post-3469055396731190242</id><published>2009-12-04T16:03:00.000-03:00</published><updated>2009-12-04T16:03:03.170-03:00</updated><title type='text'>Navegante</title><content type='html'>Como está?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje foi uma sexta-feira que ainda não acabou. Conjugo meus tempos porque já faz um ano que não escrevo e me misturo neles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi pela manhã uma ligação, confirmação de um trabalho. Esperava por ela e por ele desde o último dia 11/11. Do portal surgiu viagem múltipla sem sair do lugar, mais este paradoxo flutuante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou trabalhar num lugar chamado Mistral. Dia 11 do mês passado olhei nos olhos a Monalisa, que me falou sobre ele, esse trabalho, mundo flutuante, cidade submersa no paraíso da modernidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou trabalhar num cruzeiro. É um navio de 216 metros de comprimento por 28,8 metros de largura máxima. Nele cabem 1700 passageiros, e junto comigo vão trabalhar mais 669 pessoas. O navio tem 624 cabines para pessoas de todos os gostos que aceitem pagar um pouco caro para um passeio de 3, 7 ou 11 dias pelo mar, visitando portos e outros lugares interessantes da Vontade Moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve ser louco esse lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá eu vou trabalhar 12 horas por dia todos os dias por no mínimo 6 meses, das 7 da manhã até as 23h da noite, que totalizam 16 horas, e o sono que faltar vou encaixar nessas outras poucas horas de sobra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por que vou trabalhar num navio de cruzeiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, acho que cansei de tentar fazer as coisas aqui, sabe? Trabalhei duro e honestamente o ano todo, ganhei 2 calotes, mais de uma dúzia de promessas de trabalho, e saí com um prejuízo estimado de mais de 5000. Sem contar o fato de ter ganho um pouco menos de três mil reais durante os onze meses de trabalho desse ano, acho que o principal motivo de eu ir viajar é que minha qualificação profissional como filósofo, educador, comunicador e agroecólogo não está à altura do país, e por isso percebo que devo ir embora. Acho que no navio vou conseguir manter melhor minhas condições básicas de sobrevivência no mundo, mundo moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe de parecerem com o que se chama de "justiça" na cidade grande, o trabalho no navio será penoso, duro, extenuante e no fim das contas talvez recompensador. Os relatos das pessoas que conheci me dizem isso, e meus relatos espero que digam também, para concordar e viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas além da delícia que deve ser viajar por pelo menos 6 meses numa cidade flutuante de 6000m2 arrumando camas e limpando banheiros, creio que ver de vez em quando o sol nascer e se por no oceano será maravilhoso. Tem também a parte poética da diversidade cultural, pois dizem que serão pessoas de pelo menos 40 nacionalidades diferentes dividindo cabines, cozinhas, refeitórios, bares, corredores, cotidianos; comendo, rezando, trabalhando, dormindo e sorrindo. Estou na expectativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "parte" poética que sempre viveu fluida dentro do meu mundo intenso, agora vou deixá-la aflorar, num (para) fora dos meus preconceitos -que como todos têm o seu valor- e quero experimentar uma humanidade distinta da que vivi até então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No lugar de pedir pelas caronas na estrada, vou viajar esses milhares de quilômetros de outro jeito; agora peguei uma carona remunerada em alto mar, que tal como a base empírica da caronologia, vai me trazer para um cotidiano sempre novo, sempre multidiverso, sempre constante na mudança e na forma diferenciada de desfazer as expectativas e torná-las [aceitação e gratidão], sem permanência, sem relações duradoras e não por isso fúteis, sem vínculos permanentes porque a vida não é permanente. Vou viajar de carona com meu peito, e quem vai me levar é um contrato de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tudo der certo e eu conseguir fazer as coisas direitinho, o contrato em castellano diz que trabalharei por 8 meses, pode ser mais ou pode ser menos a critério da Compañia, e quando for fim de fevereiro zarpo dos portos brasileiros para a Europa, e lá vou navegar pelo Mediterrâneo, Atlântico, Mar do Norte, Fiordes, Islândia, Groenlândia. Deve ser bonito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de escrever aqui, e sei que nos próximos momentos que tiver livres (não sei se os terei no navio) volto a postar minhas notícias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início do ano deixei Floripa e fui me casar na Mantiqueira. 6 meses depois voltamos para Curitiba e tudo isso aconteceu. Agora o agora vai continuar sem nos esperar, e quem sabe a seleção pode ser profícua e nos encontramos no mesmo navio, ou no mesmo porto, ou no mesmo continente. Meses ou dias nos separam depois das horas. Quilômetros são imaginação flutuante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase me esqueci! Espero ter tempo para concluir meu doutorado em agroecologia, e viajar para a Espanha para defender a tese quando desembarcar do Grand Mistral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se você quiser saber mais, dá uma olhada no site: www.iberocruceros.es&lt;br /&gt;Propaganda garantida do meu trabalho como camareiro ou seu tempo sem volta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços na alma viajante da companhia&lt;br /&gt;Daniel Lima Habib&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1312028290468211238-3469055396731190242?l=ecosana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosana.blogspot.com/feeds/3469055396731190242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1312028290468211238&amp;postID=3469055396731190242' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312028290468211238/posts/default/3469055396731190242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312028290468211238/posts/default/3469055396731190242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosana.blogspot.com/2009/12/navegante.html' title='Navegante'/><author><name>Um Danihabib</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06854436085301478587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312028290468211238.post-817103044808763343</id><published>2008-11-30T12:34:00.009-03:00</published><updated>2008-11-30T13:22:22.283-03:00</updated><title type='text'>Íris e a busca pelo pote</title><content type='html'>Encontrei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;viajei muito detrás desse tempo, e agora o sol se abriu,&lt;br /&gt;sinto a primavera na flor da minha idade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz 3 meses chove em Florianópolis,&lt;br /&gt;tudo está inundado de emoções na santa e bela catarina,&lt;br /&gt;milhares de milhões de vontades foram carregadas&lt;br /&gt;pelo chumbo que cai do céu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a caminhada do véu se despia&lt;br /&gt;enquanto o vértice corria de mim, do meu peito,&lt;br /&gt;em direção a fora, e meus braços compridos não podiam segurá-lo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Via, sem sobremaneira a cor múltipla do céu-sem-nuvens que&lt;br /&gt;sempre horizontava, guiava a verdade iluminogravada,&lt;br /&gt;ariana (canceriana)&lt;br /&gt;que vimos juntos há pouco no museu em Porto Alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arco-íris se mergulhava sem cair, porque cair é sinônimo de passado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;levantar-se é o presente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de criança seguia uma lenda,&lt;br /&gt;e procurava em mim o mestre que jamais existiu,&lt;br /&gt;gota d'água desterrada d'oceano: nuvem sobre o território&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurava pela riqueza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;talvez a tenha encontrado no próprio caminho, e comido,&lt;br /&gt;porque satisfeito permaneci magro e integral&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no fundo do céu havia um aro completo, que&lt;br /&gt;se sobrepunha em movimento à verdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;percebi meu valor de riqueza quando senti que podia me amar,&lt;br /&gt;me dei conta&lt;br /&gt;que podia alimentar de esperança a validez do aprendizado,&lt;br /&gt;e me tornei ensinamento para mim, por isso viajava&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas te conto, só te conto para continuar a conversa&lt;br /&gt;sobre a semeadura de esperança&lt;br /&gt;do fundo do mistério a resgatei e pretendo semear a lanço,&lt;br /&gt;com berços e ornas à mão, pois o artesanato é cotidiano&lt;br /&gt;e detrás do céu descobri o que há&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e só quando descobri pude ver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vi o que há no fim do arco-íris, encontrei sua origem e ponto&lt;br /&gt;havia lá um pote de ouro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;recentemente o apanhei&lt;br /&gt;chegou aos meus braços pelo segredo que conheço,&lt;br /&gt;e dourada foi minha noite antes mesmo de ver o sol entre a chuva,&lt;br /&gt;que mostra o arco-íris e permite a busca do seu ponto sem retorno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ponto sem retorno é de onde passei, jamais voltarei àquele lugar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aqui no campeche&lt;br /&gt;vejo o brilho do sol nos verdes que sobem pilares à caixa d'água,&lt;br /&gt;diante da janela do quarto onde estou,&lt;br /&gt;há bicicletas e sino dos ventos, pois há ventos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os arco-íris abriram o mundo para mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no seu fundo encontrei, e dourada é a mescla&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;gostaria de saber escrever&lt;br /&gt;para tornar em ouro os corações dos homens e das mulheres&lt;br /&gt;mas a cada um é dado um dom, e o meu dom é o de olhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;apenas gostaria de contar o que vejo ao te ver,&lt;br /&gt;e gostaria de saber escrever e te tocar com as palavras,&lt;br /&gt;como sou tocado por meus olhos por sentir o mundo que é&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;calma é a força que constrói o ideal na terra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;encontrei meu pote de ouro no fim do arco-íris&lt;br /&gt;terei moedas para sempre pra te dar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1312028290468211238-817103044808763343?l=ecosana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosana.blogspot.com/feeds/817103044808763343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1312028290468211238&amp;postID=817103044808763343' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312028290468211238/posts/default/817103044808763343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312028290468211238/posts/default/817103044808763343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosana.blogspot.com/2008/11/ris-e-busca-pelo-pote.html' title='Íris e a busca pelo pote'/><author><name>Um Danihabib</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06854436085301478587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312028290468211238.post-4791700019504738279</id><published>2008-10-26T22:00:00.007-03:00</published><updated>2008-10-26T22:21:04.984-03:00</updated><title type='text'>Contendas</title><content type='html'>Por passar o dia no quarto coincidi com minhas contendas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;buscava desde ontem letras minúsculas em mim para te contar&lt;br /&gt;buscava há 2 meses um jeito de dissimular o que sentia&lt;br /&gt;buscava há 20 anos e mais maneiras de continuar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque não desisti te escrevo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a leve e mais leve sensação de que se ama&lt;br /&gt;compensa as contendas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as resolve&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana recebi um convite para dar uma palestra em um encontro que nem imagino o tamanho. Vai ser na bolívia e se chama fórum social ecológico mundial. Vamos ver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E calhou de me inscrever também para ir a Porto, no&lt;br /&gt;seminário internacional de agroecologia.&lt;br /&gt;Vai haver pessoas que conheço lá, e talvez possa mesmo&lt;br /&gt;concluir a tese esse ano.&lt;br /&gt;Vou gostar muito de fazer isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pequenas contendas que fazem a vida ter graça colocam, diminutas, letras no meio, entre a vida e a graça, porque&lt;br /&gt;nos misturamos demais com os pensamentos. E os pontos,&lt;br /&gt;no lugar de costurar nossas mentes planas,&lt;br /&gt;destecem os perfuros, que deixam vazar&lt;br /&gt;o líquido amniótico do prazer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;agora é um prazer que passa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acho que as contendas são um único jeito do agora ser antes e depois de si&lt;br /&gt;de tão misturados em memóriexpectativas a respiração só enche os peitos porque está acostumada... sem prazer, a vida some e&lt;br /&gt;as letras ficam maiúsculas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;passei o dia no quarto, e resolvi todos os problemas do mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hoje já não há contendas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;costurarei o agora a todos os lugares onde for, com as tendas que insolam a sombra, e farei abrigos de esperança para o sol que ilumina todos os tempos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1312028290468211238-4791700019504738279?l=ecosana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosana.blogspot.com/feeds/4791700019504738279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1312028290468211238&amp;postID=4791700019504738279' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312028290468211238/posts/default/4791700019504738279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312028290468211238/posts/default/4791700019504738279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosana.blogspot.com/2008/10/contendas.html' title='Contendas'/><author><name>Um Danihabib</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06854436085301478587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312028290468211238.post-218910605425289632</id><published>2008-10-18T00:15:00.002-03:00</published><updated>2008-10-18T00:30:48.312-03:00</updated><title type='text'>Trans</title><content type='html'>Estive escrevendo um projeto de pesquisa esses dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fala sobre transportes&lt;br /&gt;é uma proposta de investigação, meio que um jeito de a gente se aproximar do que gostaria que existisse, através de uma pergunta. Entende?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é como perguntar:&lt;br /&gt;você gosta de mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e, independente da resposta, a gente já se aproximou. As conseqüências da pergunta vêm sempre depois, mas perguntar já é aproximação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pesquisar é isso, prá mim: uma aproximação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e notei que para me aproximar, preciso me mexer.&lt;br /&gt;o tranporte que faço desde o meu receio de interferir, até perguntar, é esse desbloqueio, livre e frágil, que se desentende do medo e salta no escuro&lt;br /&gt;cai com os dois pés&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;onde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aí, me transportei prá dentro da alma, e reparei que lá os sistemas de transportes são distintos. Não havia ônibus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só cicletas, multicicletas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;coisinhas que ficam girando o tempo todo, e que muitas vezes passam pelo mesmo lugar, uma espécie de eterno retorno, tipo nietzsche. Reparei que o transporte do que quero até ter é meio cíclico, e que aprender continuamente envolve reproduzir o hábito de conseguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar é conseguir :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje estou amando de novo. Fazia meses que não sentia isso inteiro dentro do peito. Desde abril, acho. Há pouco (pouquinho) vi umas fotos, e me derreti todo. Vontade de estar lá longe, com a neve nos olhos. Essa hora já estará amanhecendo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cachos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transportaria o amar do amor para o fundo das multicicletas, e reverteria o ciclo dela, da rodinha que faz de conta samsara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com a intuição bonita, meio que pervejo que o desterro continua. Porque os transportes seguem transitórios, e o peito segue o caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que estamos em crise (oficialmente :), os transportes vão ficar mais interessantes, porque o dinheiro vai faltar por aí, e a frivolidade diminui do tamanho da honesta consciência de cada qual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem bom voltar a viver, te confesso!&lt;br /&gt;A anedonia mistura o transitório com o desistino, e tira o pró pósito dele mesmo. Já não há conteúdo no amor, e ele fica vácuo. Ainda bem que sobrou nesga, e tá tudo rebrotando, depois da geada e da inundação. Agora, uma primavera levemente úmida, seguida de um verão com chuvas bem distribuídas, e vento leve, brisa cálida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A calmaria que me contém será a mesma que a sua?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;A calmaria não me contém&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transpasso a verdade com o olhar, e vejo no fundo do espelho que o feitiço se quebrou&lt;br /&gt;Agora, a crise instalada vai dar luz e voz aos 15 anos silenciados&lt;br /&gt;e a hierarquia, ouvida, faz de novo do amor a lei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou a caminho, querida&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1312028290468211238-218910605425289632?l=ecosana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosana.blogspot.com/feeds/218910605425289632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1312028290468211238&amp;postID=218910605425289632' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312028290468211238/posts/default/218910605425289632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312028290468211238/posts/default/218910605425289632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosana.blogspot.com/2008/10/trans.html' title='Trans'/><author><name>Um Danihabib</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06854436085301478587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312028290468211238.post-1527316467438667656</id><published>2007-11-14T08:46:00.000-03:00</published><updated>2007-11-19T04:47:04.473-03:00</updated><title type='text'>Aprender Continuamente</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_YVYkWFnCvdo/RzrmgvWSdYI/AAAAAAAAAAs/Q6LXE9VFwpM/s1600-h/XV.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_YVYkWFnCvdo/RzrmgvWSdYI/AAAAAAAAAAs/Q6LXE9VFwpM/s400/XV.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132668175482254722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os hábitos são o poder de repetirmos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na continuação, o que segue é o que veio antes, e o inesperado é o novo, original, criativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sempre o velho é mais experiente e o novo mais imaturo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso era uma pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os edifícios tão cinzas, com pequenos e feios detalhes com cores cerâmicas, pastéis, o amor-pastel faz do cotidiano cinza uma continuação sempre com experiências já conhecidas, sempre maturidade esperada, sempre do mesmo jeito, tedioso, morno e sem graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprender com o novo. Isso exige criatividade consigo mesmo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso era uma pergunta&lt;br /&gt;Inovar parece um dilema grave e precioso na arquitetura, no desenho, porque a inovação implica a imaturidade, porque a inovação implica a exigência de aprender, implica deixar o tédio e lançar-se nas cores, nas formas, nos materiais, na emoção de descobrir-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_YVYkWFnCvdo/RzrmgfWSdXI/AAAAAAAAAAk/mWabJ4Ty1Ls/s1600-h/Curitiba.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_YVYkWFnCvdo/RzrmgfWSdXI/AAAAAAAAAAk/mWabJ4Ty1Ls/s400/Curitiba.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132668171187287410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lançar-se à vida, experiência sempre inovadora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não é uma pergunta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem diga que as nuvens tapam o sol, obscurecem a visão e nos deixam taciturnos. Concordo apenas em pequena parte, pois podemos fechar os olhos, e o cinza do céu já não nos molesta, nos restam todos os outros sentidos para viver, mesmo fechados os pequenos orifícios úmidos. Construir algo com o permanentemente conhecido não exige muito de ninguém, não exige muita experiência, nem criatividade. Tampouco oferece aprendizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprender exige lança-se&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é uma afirmação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As montanhas, de entre as entidades que conhecemos no nosso pequeno mundo, são os seres que mais aprendem de entre todos. E por que?&lt;br /&gt;Bem... penso, sinto e vejo, de dias e de noites, que as peles e carnes das montanhas são trocadas, que o movimento sempre é diferente, que as nuvens cinzas ou brancas ou inexistentemente azuis ou negras de noite, são apenas um jeito do hálito dos bosques, campos, pedras, águas, terra e rocha. As nuvens são a parte visível do hálito do planeta. Entre as entidades que aprendem, as nuvens são as mais criativas, porque de um pequeno conjunto de fatores: sua composição e a origem do seu movimento, água e calor, elas formam todas as formas que existem, e formarão todas as formas que não existem também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_YVYkWFnCvdo/RzrmevWSdVI/AAAAAAAAAAU/A10MHdFJnzQ/s1600-h/Sierras.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_YVYkWFnCvdo/RzrmevWSdVI/AAAAAAAAAAU/A10MHdFJnzQ/s400/Sierras.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132668141122516306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o céu negro há estrelas, mesmo invisíveis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechar os olhos à noite permite sentir a intuição do caminho, que está debaixo dos pés. Juntos, o caminho e os sentidos permitem que o tato e o equilíbro funcionem juntos, na propriocepção do movimento exploratório. Descer trilhas de montanha na floresta sem visão: propriocepção exploratória... uma delícia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprender não é um lançar-se, é um ir-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou a mim mesmo nesta afirmação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendo com o cotidiano, e vejo meus mestres a cada dia, a cada instante.&lt;br /&gt;A cada dia, a cada instante, o outro é o nosso mestre.&lt;br /&gt;É quem nos ensina como devemos ser naquele momento, e nos ensina como aceitar aquele momento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo tem limites, até a criatividade, até a esperança e a expectativa. Tem limites até a paz e a humildade, a liberdade, e a vida. Os limites das coisas são a sua borda, aquilo onde ela termina e vira outra, onde termina a mesa e vira o espaço cheio de ar; onde terminam os meus dedos e começam as letras desenhadas no teclado, onde termina o vidro do monitor e começa a direção da sua visão.&lt;br /&gt;O limite da visão é onde a vista alcança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_YVYkWFnCvdo/RzrmfvWSdWI/AAAAAAAAAAc/l_53S9vAH0c/s1600-h/Porde.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_YVYkWFnCvdo/RzrmfvWSdWI/AAAAAAAAAAc/l_53S9vAH0c/s400/Porde.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132668158302385506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um dá o que tem, e isso não tem limites&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na caminhada da experiência, aprende mais quem arrisca mais, amadurece mais quem cria mais, envelhece mais quem repete mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importam os padrões, e importam ainda mais as verdades que sentimos neles&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Equilíbrio entre os hábitos e a sua superação, esse equilíbrio é um jeito de dizer: aprendizagem contínua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;amar é aprender continuamente&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1312028290468211238-1527316467438667656?l=ecosana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosana.blogspot.com/feeds/1527316467438667656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1312028290468211238&amp;postID=1527316467438667656' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312028290468211238/posts/default/1527316467438667656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312028290468211238/posts/default/1527316467438667656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosana.blogspot.com/2007/11/aprender-continuamente.html' title='Aprender Continuamente'/><author><name>Um Danihabib</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06854436085301478587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_YVYkWFnCvdo/RzrmgvWSdYI/AAAAAAAAAAs/Q6LXE9VFwpM/s72-c/XV.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312028290468211238.post-7790611847088206848</id><published>2007-11-08T12:35:00.000-03:00</published><updated>2007-11-08T13:20:15.559-03:00</updated><title type='text'>Sobre porque escrever</title><content type='html'>Ontem comprei um livro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o autor se chama Miguel, é um espanhol não sei de onde ainda, porque vou começar a ler o livro hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um livro que provavelmente faz tempo quero ler, e que até agora não o havia encontrado, mas vou começar hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu nome é Andanzas y Visiones Españolas, e está escrito em castellano. Sinto gosto pela leitura neste idioma porque já faz 57 dias que deixei España. Parece muito tempo, e é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um livro sobre paisagens, que conta com olhar filosófico o que se sente quando se vai até um lugar fazer política de si mesmo.&lt;br /&gt;Política, a coexistência de vontades em tentativas de realização. Vontades opostas no mesmo indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre me questionei se a palavra indivíduo servia de fato para expressar a composição múltipla das pessoas e das coisas, nas suas categorias que somos. Indivíduo, como se não pudéssemos nos dividir, como se já não fôssemos divididos ao extremo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As expressões que usamos para distinguir elementos das paisagens é que nos tornam mais e menos individuais, paisagens interiores, paisagens de emoções e pensamentos, paisagens são teorias, do grego theorien, que faz menção a teatro, o cenário onde tudo acontece. Se diz que os elementos do teatro são o palco, o texto, os atores e o público. Uma teoria é o mesmo, uma paisagem também. Nossas paisagens interiores são a teoria dos afetos, a área da música em que se estudam os sentimentos que os sons provocam. Dizem que são universais entre as pessoas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andanças são pequenas caminhadas de muitas jornadas, que fazemos para desenroscar os ligamentos e obrigar os tendões e ossos a trabalharem numa cooperativa chamada organismo. Política orgânica. Olhando a paisagem do corpo vejo que há mais ecologia na saúde do que em qualquer outro ecossistema. A saúde como um ecossistema? Não... a saúde como um efeito de um ecossistema. Registro publicamente o conceito, pois é um resultado. Uma teoria que compõe publicamente os elementos do nosso teatro interior, e o resultado é a saúde-espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saúde é um espetáculo oscilante: os atores utilizamos o palco do corpo para criar e des envolver o nosso con texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendeu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simples :)&lt;br /&gt;Há um texto comum, compartilhado entre nossas múltiplas vontades. Às vezes algo em nós resolve ler o texto da nossa vida em castellano, e todo o restante do nosso elenco está bastante acostumbrado a leer en portugués. Parece fácil entender, pero a ratos hace un lío, eh.&lt;br /&gt;Quando as partes do ¿indivíduo? se reúnem e conseguem interpretar o contexto todas juntas, dizemos que há saúde. E quando não conseguem, dizemos que há doença. O espetáculo não acaba quando o público vai embora. O espetáculo acaba quando o palco cai, os atores o deixam, o texto deixa de ser lido, e o público sente sua falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um palco em movimento, contexto de atores orgânicos e auto-apreciação. Vivam a amizade e o amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saúde em outras palavras é uma mistura de amor e amizade, a philia, ou filia que nos permite conversar e nos entendermos mesmo em idiomas distintos, só com os olhares e sorrisos. Filia é o que traz os orgasmos duradouros e o que traz a abundância sem repressão nos povos. A filia é quando o público não quer ir embora do teatro depois que acaba o texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante as andanzas, sempre notei que as performances são o que possibilita que a vida seja sempre e sempre criativa, bifurcações de decisões que desfazem o padrão envelhecido e que criam o padrão de aprendizagem continuada. Só envelhece quem não aprende, estou aprendendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo porque ando, e andar me mostra as paisagens de outros pontos de vista, me muda as vistas de cada ponto de onde olho e vejo. Olhar e ver é participar das paisagens como seu construtor. Sou como você, um construtor de paisagens interiores. Construímos a cada passo e a cada dia as paisagens do nosso cotidiano emocional e intelectual, produzindo o espetáculo-saúde ao tentar fazer do indivíduo-nós um ser múltiplo e único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo esta casa agora, que me acolheu desde que cheguei de volta à Ilha de Santa Catarina, Floripa, e aqui deixo também uma foto da sua janela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_YVYkWFnCvdo/RzM2OB9we_I/AAAAAAAAAAM/Ba0BxUbLK2A/s1600-h/%C3%BAltimo+dia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_YVYkWFnCvdo/RzM2OB9we_I/AAAAAAAAAAM/Ba0BxUbLK2A/s320/%C3%BAltimo+dia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130504015178660850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo as relações,&lt;br /&gt;como as folhas das árvores amam&lt;br /&gt;refletir o verde da luz do sol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você, ama?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1312028290468211238-7790611847088206848?l=ecosana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosana.blogspot.com/feeds/7790611847088206848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1312028290468211238&amp;postID=7790611847088206848' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312028290468211238/posts/default/7790611847088206848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312028290468211238/posts/default/7790611847088206848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosana.blogspot.com/2007/11/sobre-porque-escrever.html' title='Sobre porque escrever'/><author><name>Um Danihabib</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06854436085301478587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_YVYkWFnCvdo/RzM2OB9we_I/AAAAAAAAAAM/Ba0BxUbLK2A/s72-c/%C3%BAltimo+dia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312028290468211238.post-8271175842698726469</id><published>2007-03-27T08:01:00.000-03:00</published><updated>2007-03-27T08:09:15.470-03:00</updated><title type='text'>Minha Primeira noite em Cordoba</title><content type='html'>Ontem quando saí de Madrid, tomei um ônibus para Cordoba, passei por muitos lugares interessantes, cheios de campos verdinhos de terra lavrada e trigo nascendo, casas de pedra, casas de adobe, muitas casas de tijolos, construções de 10 anos, de 100 anos, de 1000 anos. Quando mais me dirigia ao Sul, mais o branco era evidente nas construções, e só hoje ficou mais claro para mim. No inverno é quando chove aqui, e no verão faz um calorzinho, uns 50ºC, com umidade de 10%, por uns 3 ou 4 meses... Casas com pé direito de 4,5m de altura, paredes maciças de 50, até 80cm de espessura, ruas em curva, com 1m de largura entre as paredes de cada casa, e todas as casas perfeitamente geminadas.&lt;br /&gt;O calor é bem vindo quando é salutar, como tudo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhei ontem por um bairro chamado de Juderia, que foi construído ao longo dos séculos V e VIII, e que está aí, de pé, até hoje... nas ruas, caminhando misturado entre as casinhas (todas com varandas e floreiras) de vez em quando surgia alguma construção diferente, com aspecto um pouco mais antigo, como o museu etnológico, datado do império romano lá pelo século II, ou pórticos com pilares em espiral,&lt;br /&gt;ou t a n t o mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na catedral, à noite, fui assistir à Orquestra Sinfônica e Coral de Minsk. A música era ainda mais envolvente porque se misturava entre os pilares, arcos geminados, blocos de mármores, tijolos, tristeza, glória, memórias, fé, ganância, convivências de mais de 15 séculos. Os pilares e os arcos produziam uma acústica espantosa, por causa dos múltiplos ecos ao longo das centenas de metros em todas as direções debaixo dos arcos geminados góticos e das cúpulas árabes&lt;br /&gt;(breve no blog umas fotos disso tudo, inclusive da música!!!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hmmm&lt;br /&gt;depois de me perder e caminhar mais de 1 hora na Juderia entre essas ruas, cheguei finalmente ao albergue onde passei a noite, e havia um italiano no meu quarto, dividindo-o comigo, naturalmente. Quando cheguei, depois de ouvir de novo mais de 30 idiomas durante o dia, subi as escadas com 2 alemãs e entrei na porta de aço colorida com um grafiti (é assim que se escreve?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí acordei de manhã e liguei para a Universidade, onde fui muito, muito, muito bem atendido, encaminhado, e logo uma pessoa me encontrou de bicicleta onde eu estava, peguei minhas mochilas no albergue e deixei na casa de 3 alunas do mesmo curso que eu, que moram ali perto (na Juderia), peguei o trem, e aqui estou, resolvido pelos próximos 12 meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, para variar, feliz, num dos últimos dias de chuva na España antes do outono&lt;br /&gt;E para ti, para nós, todos os abraços beijos que couberem na vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da nico&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1312028290468211238-8271175842698726469?l=ecosana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosana.blogspot.com/feeds/8271175842698726469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1312028290468211238&amp;postID=8271175842698726469' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312028290468211238/posts/default/8271175842698726469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312028290468211238/posts/default/8271175842698726469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosana.blogspot.com/2007/03/ontem-quando-sa-de-madrid-tomei-um.html' title='Minha Primeira noite em Cordoba'/><author><name>Um Danihabib</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06854436085301478587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312028290468211238.post-144450699589161968</id><published>2007-03-26T03:52:00.000-03:00</published><updated>2007-03-26T03:54:45.350-03:00</updated><title type='text'>De casa em Casa</title><content type='html'>Tempo bom e frio&lt;br /&gt;ar seco, çéu azuli em Madrid&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem aprendi que ser humano é ótimo&lt;br /&gt;aprendi que a música é muito mais surpreendente que os ouvidos&lt;br /&gt;aprendi que caminhar purifica a alma e o cansaço, e limpa a expectativa&lt;br /&gt;aprendi que a arrogância é irmã da ignorância&lt;br /&gt;aprendi que o modernismo é só o pedacinho mais tosco do idealismo da modernidade&lt;br /&gt;aprendi que não há mente humana que seja capaz de satisfazer a experiência coletiva&lt;br /&gt;aprendi que andar a pé em Madrid é compensador&lt;br /&gt;aprendi que olhos argutos são comuns a culturas intelectuais&lt;br /&gt;aprendi que a saudade só passa se não a compartilhamos com outra saudade&lt;br /&gt;aprendi que gostar é muito mais que estar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e caminhei, e vi umas coisas interessantíssimas no Centro de Madrid, ouvi uns 30 idiomas diferentes só hoje, desde o Quêchua, Tailandês, Búlgaro, Português, Inglês, Francês, Árabe, e muitos africanos, e sei lá mais quais&lt;br /&gt;comi uns docinhos ótimos, mesmo sendo de ontem&lt;br /&gt;entrei em várias igrejas e chorei em quase todas, por reconhecer nas pessoas o poder da fé&lt;br /&gt;Vi beleza na arquitetura, e me percebi próximo dela como acho que nunca antes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então fui dormir, porque agora que amanheceu viajo para o Sul, Cordoba, antiga Capital Cultural da Europa... se isso pareceu muito, nem imagino o que será que vem pela frente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;té logo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;beijos&lt;br /&gt;Dani&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1312028290468211238-144450699589161968?l=ecosana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosana.blogspot.com/feeds/144450699589161968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1312028290468211238&amp;postID=144450699589161968' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312028290468211238/posts/default/144450699589161968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312028290468211238/posts/default/144450699589161968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosana.blogspot.com/2007/03/de-casa-em-casa.html' title='De casa em Casa'/><author><name>Um Danihabib</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06854436085301478587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312028290468211238.post-6098642342258569956</id><published>2007-03-09T16:10:00.002-03:00</published><updated>2007-03-09T16:11:44.136-03:00</updated><title type='text'>Um pé de água</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Nascemos assim, imersos.&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;De repente a represa estoura, e ficamos sem ar, quer dizer... sem água&lt;br /&gt;Não fosse pelo cordão, acho que morreríamos tod@s, e nem eu nem você estaríamos aqui, lendo esse enxágüe.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Mas no fim, todo mundo acaba debaixo da água mesmo. Por isso estou escrevendo&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Andamos todos os dias ultimamente pensando no que vai ser do futuro do nosso mundo, que de tão grande que se tornou, ficamos pequenos demais para fazermos alguma coisa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pensamos no aquecimento global, principalmente agora que virou notícia de televisão, e todo tipo de “especialistas em meio ambiente” dão a sua opiniãozinha na tv. Afinal, quem não quer ganhar um troco com a mais nova febre do mundo: a febre do mundo.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;É isso mesmo, parece que o mundo está com febre, e nós somos os corpos estranhos do qual ele quer se livrar. Infelizmente, nós e todos os demais seres vivos do planeta. Pelo jeito vai sobrar pouco se a febre passar dos 40º. Na verdade, a febre da terra sobre bem devagarinho, e isso é assustador, porque vamos nos adaptando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Há um termo em ciência, particularmente em física, denominado de criticalidade auto-organizada, assim chamado por Per Bak, seu idealizador. Essa propriedade física diz que, quando um sistema atinge um limite de suporte, ele entra em colapso, e sua estrutura se modifica completamente, tentando voltar à situação original, mas com severas transformações. Em outras palavras, um exemplo clássico é um monte de areia. Vamos jogando grão por grão, até que acontece uma pequena avalanche. A avalanche acontece quando o limite de altura do montinho de areia é ultrapassado, e ele desaba para os lados.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Com a temperatura da terra passa o mesmo. O planeta tem um equilíbrio térmico para lá de extremamente frágil, delicado, e tem uma capacidade de suporte muito pequena. Nosso problema maior é que ninguém sabe exatamente até que temperatura a terra agüenta ser esquentada, mas há um consenso geral de que é muito muito pouco, provavelmente menos de 2 graus Célsius.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Mas não é para desanimarmos tão facilmente. Esse quadro que estão pintando por aí de que boa parte da superfície terrestre vai se tornar desértica, e isso vai será seguido de uma nova era glacial, nada disso é irreversível. Talvez demore uns 10 ou 15 mil anos para voltar a ser como é agora... Teremos muito tempo para arrependimentos. eheheh&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Mas como o assunto é sério, e estamos falando da vida de bilhões de seres humanos, e literalmente da vida de todos os seres vivos no planeta, nem só de brincadeiras se deve fazer esse texto. Sim, há alternativas, e para variar, estão maquiadas por detrás da propaganda sensacionalista dos meios de comunicação de massa. Dizem que a solução é o álcool, dizem que a solução é você que anda de carro começar a andar de ônibus... Sim, claro que isso ajuda. Mas ajuda muito pouco, comparado com tudo o que é preciso fazer, e é urgente, realmente urgente.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Parece até que voltamos à idade da pedra, com uma solução como essas, mas é verdade, e há consenso sobre isso (e consensos são raros no meio científico!).&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Uma solução viável para conter o aquecimento global e não ficarmos debaixo d’água no novo dilúvio, ou totalmente sem água nos grandes desertos, é plantarmos árvores, por um motivo simples: o principal causador de efeito estufa e aquecimento global é o excesso de carbono na atmosfera (tanto o gás carbônico – CO2, quanto o metano CH4), e as árvores mantém o carbono preso no tronco (os nomes das substâncias que fixam carbono são lignina, celulose, entre outras). Árvores. Quem diria... Se soubéssemos, não teríamos arrancado todas as árvores frutíferas para produzir carvão para siderúrgicas, para fabricar tijolos, para plantar grãos e criar gado. Se soubéssemos disso, teríamos optado por alternativas melhores, quando havia tempo. Mas ao invés disso, nos convenceram de que a soja, o gado e o frango eram a solução para a fome do mundo, e que o cimento, o aço e os tijolos seriam a solução para a falta de moradias no mundo, e principalmente, nos convenceram de que isso tudo sairia muito barato. Bem... agora vemos quem pagou a conta: o planeta inteiro paga, com o aquecimento global.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Sim, estou afirmando que o aquecimento global é responsabilidade de algumas pessoas, empresas, governos, e também (mas só um pouquinho) responsabilidade das pessoas que consomem estes produtos, que por ignorância, ajudam a aumentar os problemas de tod@s nós.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;As contas são simples. Basta pegar o total de carbono que tem em suspensão na atmosfera agora, comparar com o que tinha antes do século XV (é possível fazer isso através de diversos meios, como por exemplo as camadas de gelo dos pólos), e ver quanto está sobrando. Isso dará um total... Esse total, você divide pelo quanto 1 árvore consegue fixar de carbono. O resultado será a quantidade de árvores que é preciso plantarmos de novo na superfície da nossa casa-terra.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para começar, sugiro 15.000.000.000 (isso mesmo, quinze bilhões de árvores). Quem dá mais?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quinze bilhões nem é muito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se apenas 1, 1 árvore por dia for plantada por cada habitante do Brasil, em menos de 3 meses já estaria feito, e seria só deixar crescer. Vai, gente... é muito pouco trabalho e muito pouco tempo para ajudar salvar o mundo!&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Só para lembrar... as principais fontes de água potável utilizada pelas pessoas do mundo inteiro são fontes que vêm de florestas. Para cada pé de árvore plantada, plantamos vários pés de água, que suprem as necessidades de tod@s nós&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;E aí, o que me diz? Eu já comecei&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1312028290468211238-6098642342258569956?l=ecosana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosana.blogspot.com/feeds/6098642342258569956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1312028290468211238&amp;postID=6098642342258569956' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312028290468211238/posts/default/6098642342258569956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312028290468211238/posts/default/6098642342258569956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosana.blogspot.com/2007/03/um-p-de-gua.html' title='Um pé de água'/><author><name>Um Danihabib</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06854436085301478587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312028290468211238.post-3374080380633988124</id><published>2007-03-09T16:10:00.001-03:00</published><updated>2007-03-09T16:10:34.227-03:00</updated><title type='text'>Sempre buscamos conforto</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Olá,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Converso freqüentemente com biólogos, sobre diversos assuntos. Um deles, que me fascina bastante, é sobre a teoria da evolução. Como filósofo, me esforço na oportunidade de fazer questionamentos que nem sempre as ciências podem fazer a si próprias.&lt;br /&gt;Nessas conversas com pesquisadores e estudantes de biologia, comumente me confirmam que o ser humano, como qualquer outro ser vivo, sempre busca o &lt;i&gt;conforto&lt;/i&gt;, além do alimento e da reprodução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa linha de "buscar o conforto", criamos, nós-pessoas, todos esses aparatos científicos e tecnológicos que nos rodeiam diariamente, como o computador que você provavelmente está usando agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, eu também busco conforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou escrevendo junto com mais pessoas um projeto de pesquisa científica sobre a eficiência de &lt;i&gt;telhados vivos&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Telhados vivos&lt;/b&gt; são coberturas vegetais, que podemos utilizar sobre as edificações, sejam casas, hospitais, armazéns, restaurantes, garagens; qualquer coisa que possua teto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas coberturas tem uma função básica: aumentar o conforto térmico e acústico do ambiente sob o telhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como isso funciona?&lt;br /&gt;Além de já ter participado da construção de alguns, e de estar sempre procurando algo para ler sobre o assunto, costumo procurar por conhecimento científico, que ajuda bastante na hora de compreender melhor aspectos técnicos da eficiência, implantação, manutenção e custos de praticamente quaisquer tecnologias ecológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Umas noções básicas de física, na área de transferência de calor ensinam que a temperatura é a medida do grau de agitação das moléculas, e que os corpos trocam calor, sempre trocam calor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como cada corpo tem sua composição própria, como uma telha de cerâmica, ou uma camada de grama sobre terra, esses corpos também trocarão calor, de acordo com sua composição.&lt;br /&gt;A velocidade de troca de calor depende dos materiais. O nome disso é condutividade térmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acontece é que os telhados vivos tem uma condutividade térmica muito menor que as coberturas convencionais de metal, cerâmica ou concreto, e por isso trocam calor muito mais devagar.&lt;br /&gt;Em termos práticos, tudo isso significa que as construções com telhado vivo são mais fresquinhas quando está fazendo um calorão, e mais quentes mesmo no inverno mais frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, as plantas em cima do telhado, normalmente plantinhas que crescem pouco, como algumas espécies de grama, elas ajudam na despoluição do ar, atraem passarinhos (que já são uma raridade em cidades grandes), e também regulam a temperatura do meio externo, diminuindo alguns dos principais problemas do efeito estufa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes e vários outros motivos funcionais já justificariam o uso generalizado de telhados vivos sobre as edificações. E mais, tapetes de grama natural são mais agradáveis e bonitos que telhas sujas, mas talvez isso não seja consenso entre as pessoas... Se fosse, creio que muito mais gente teria em casa os telhados vivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na busca por conforto, nem sempre lembramos na pesquisa tecnológica e científica que algumas soluções podem ser mais baratas e eficientes do que outras. Vamos realizar esta pesquisa para ter mais conhecimentos técnicos e científicos que nos permitam dizer com segurança, por exemplo, que em alguns casos &lt;i&gt;um bom telhado vivo é tão eficiente quanto o ar condicionado, no verão e no inverno&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;Os mais aptos se adaptam ao meio gastando menos energia. Afinal, o que seria da teoria da evolução de Darwin se não pudéssemos escolher entre algumas condições boas e outras ruins?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você quiser saber um pouquinho mais a respeito dos telhados vivos, vão alguns links:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.ces.fgvsp.br/index.cfm?fuseaction=noticia&amp;IDnoticia=56484&amp;amp;IDidioma=1&lt;br /&gt;http://www.unicamp.br/unicamp/canal_aberto/clipping/fevereiro2006/clipping060212_folha.html#4&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vários outros, procurando em algum site de busca da internet como "telhado vivo", "telhado verde", ou "telhado jardim".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços confortáveis,&lt;br /&gt;Daniel Habib&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1312028290468211238-3374080380633988124?l=ecosana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosana.blogspot.com/feeds/3374080380633988124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1312028290468211238&amp;postID=3374080380633988124' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312028290468211238/posts/default/3374080380633988124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312028290468211238/posts/default/3374080380633988124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosana.blogspot.com/2007/03/sempre-buscamos-conforto.html' title='Sempre buscamos conforto'/><author><name>Um Danihabib</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06854436085301478587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1312028290468211238.post-6501616808248717714</id><published>2007-03-09T16:09:00.001-03:00</published><updated>2007-03-09T16:09:59.115-03:00</updated><title type='text'>Apresentação</title><content type='html'>&lt;p&gt;Oi,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;parece que conhecemos as pessoas sempre aos poucos. E essa impressão é ainda mais forte quando somos apresentados a alguém novo.&lt;br /&gt;Podemos conhecer melhor as pessoas por um motivo básico: partilhamos inúmeras semelhanças!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos em comum a capacidade de comunicações, de ter desejos, de sorrir, de sermos saudáveis e de não sermos, de sermos felizes e de não sermos. E mais que tudo, compartilhamos algo que é comum a todos.&lt;br /&gt;Vivemos sob o mesmo céu, no mesmo planeta, respiramos o mesmo ar e temos a luz do mesmo sol. Isso nos faz muito parecidos, porque temos em comum este entorno, a Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive entalhando meu cotidiano nessas últimas semanas. Na verdade, faço isso há uns 7 anos, e nos últimos 3 de um jeito ainda mais intenso. Entalhar-me nos espaços e nos dias, todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um período de parada, semana retrasada voltei a trabalhar com mais intensidade. &lt;em&gt;Viajei&lt;/em&gt; um pouco, fiz um retiro, &lt;em&gt;ajudei&lt;/em&gt; no projeto arquitetônico de uma casa ecológica para um amigo, &lt;em&gt;continuei&lt;/em&gt; nas revisões da minha dissertação, &lt;em&gt;plantei&lt;/em&gt; algumas árvores, &lt;em&gt;entrei&lt;/em&gt; em um projeto de pesquisa interdisciplinar sobre a eficiência e os resultados da implantação de telhados vivos em construções (trazem soluções para muitas coisas!), &lt;em&gt;continuei&lt;/em&gt; minha preparação para o doutorado, &lt;em&gt;conversei&lt;/em&gt; com uma amiga sobre comunicação colaborativa on-line para a editora abril, em um portal que está para ser lançado sobre vida sustentável, onde ela trabalha, e mais outras. Um &lt;em&gt;cotidiano&lt;/em&gt; bastante diversificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse trabalho de 'entalhar o cotidiano', a cada dia percebo novos volumes e formas, novas possibilidades de como eu devo ser no mundo: mais feliz, é claro. Um trabalho artesanal, cuidadoso, que envolve reflexão, e de vez em quando, descanso. Tudo isso procurando por um caminho que aumente as possibilidades para mim e para os outros, respeitando o nosso entorno comum, o mesmo mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1312028290468211238-6501616808248717714?l=ecosana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosana.blogspot.com/feeds/6501616808248717714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1312028290468211238&amp;postID=6501616808248717714' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312028290468211238/posts/default/6501616808248717714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1312028290468211238/posts/default/6501616808248717714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosana.blogspot.com/2007/03/apresentao.html' title='Apresentação'/><author><name>Um Danihabib</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06854436085301478587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
